Sobre este site

Este site foi criado pelo Laboratório de Sistemas Complexos (Complex-Lab) da UEM para oferecer uma visualização da evolução dos casos de infecção por coronavírus na cidade de Maringá. Os dados utilizados em nossas análises são obtidos dos boletins diários divulgados pela Secretaria de Saúde de Maringá e dos sites: brasil.io, Dati COVID-19 Italia e Johns Hopkins CSSE.

A última atualização foi em 09.08.2020 às 17:38:16

Sobre a COVID-19

A COVID-19 é uma doença infecciosa provocada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). Apesar da crescente quantidade de informação a respeito dessa nova doença, ainda existem muitas incertezas sobre características específicas dessa infecção. Entretanto, sabe-se que o SARS-CoV-2 é um vírus altamente transmissível que pode acarretar altas taxas de hospitalização. O primeiro caso da doença foi identificado na cidade chinesa de Wuhan em 1 de dezembro de 2019. Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde declarou oficialmente a pandemia (ou seja, uma epidemia de escala global) dessa doença. O primeiro caso de COVID-19 no Brasil foi reportado em 25 de fevereiro de 2020 na cidade de São Paulo e o primeiro caso da doença em Maringá data de 18 de março de 2020.

A ampla divulgação dos números relacionados à doença é fundamental para manter a população informada. Nesse sentido, apresentamos visualizações da evolução do número de casos de COVID-19 em Maringá, estimativas locais de quantidades epidemiológicas e outras informações relevantes. As figuras presentes nesta página são interativas.

Evolução da COVID-19 em Maringá

Casos acumulados e ativos no tempo

A figura abaixo mostra a evolução do número de casos confirmados acumulados (em preto) e casos ativos (em cinza) de COVID-19 em Maringá. As marcas em forma de asterisco vermelho indicam os decretos da prefeitura do município que impuseram algum tipo de restrição aos moradores. Já as marcas em forma de asterisco verde indicam a flexibilização dessas medidas.

Casos diários no tempo

A figura abaixo mostra a evolução do número de casos diários confirmados de COVID-19 em Maringá. De forma idêntica à figura anterior, as marcas em forma de asterisco vermelho indicam os decretos da prefeitura do município que impuseram algum tipo de restrição aos moradores. Já as marcas em forma de asterisco verde indicam a flexibilização dessas medidas. A curva cinza representa uma média móvel de casos diários em uma janela de sete dias (ela pode ser ativada ou desativada clicando na caixa de seleção acima da figura ou na legenda, no canto superior esquerdo, da figura).

Mortes no tempo

A figura abaixo mostra a evolução do número de mortes por COVID-19 em Maringá. De forma idêntica às figuras anteriores, as marcas em forma de asterisco vermelho indicam os decretos da prefeitura do município que impuseram algum tipo de restrição aos moradores. Já as marcas em forma de asterisco verde indicam a flexibilização dessas medidas.

Suspeitos em acompanhamento no tempo

A figura abaixo mostra a evolução do número de casos suspeitos de COVID-19 em acompanhamento em Maringá. As marcas em forma de asterisco vermelho indicam os decretos da prefeitura do município que impuseram algum tipo de restrição aos moradores. Já as marcas em forma de asterisco verde indicam a flexibilização dessas medidas.

Casos suspeitos e encerrados no tempo

A figura abaixo mostra a evolução do número diário de novos casos suspeitos (em bege) e de casos encerrados (em azul, a partir do dia 31/03/2020) de COVID-19 em Maringá. As marcas em forma de asterisco vermelho indicam os decretos da prefeitura do município que impuseram algum tipo de restrição aos moradores. Já as marcas em forma de asterisco verde indicam a flexibilização dessas medidas. Duas curvas mostram as médias móveis de suspeitos e casos encerrados diários em uma janela de sete dias (elas podem ser ativadas ou desativadas clicando na caixa de seleção acima da figura ou, para desativar cada uma individualmente, na legenda da figura).

Ocupação de leitos no tempo

As figuras abaixo mostram a evolução da porcentagem de leitos totais e leitos exclusivos para COVID-19 disponíveis em Maringá (clique nos pontos de cada figura para visualizar informações sobre a quantidade absoluta de leitos em determinada data).

Número de reprodução efetivo no tempo

De modo qualitativo, o número de reprodução efetivo representa o número médio de novas infecções provocadas por um indivíduo infectado na população em um determinado momento. Se essa quantidade é maior do que $1$, espera-se um crescimento acelerado do número de novos casos. Por outro lado, a quantidade de novos casos diminui quando o número de reprodução é inferior a $1$. O valor limiar $\mathcal{R}_{ef}(t)=1$ para o número de reprodução é chamado de limiar epidêmico. Assim, o valor do número de reprodução é um indicativo da dinâmica de propagação da epidemia. Do ponto de vista de saúde pública, desejamos reduzir o número de reprodução (idealmente para um valor abaixo do limiar epidêmico) por meio de ações de contenção como distanciamento social e medidas de higiene.

A figura abaixo mostra nossas estimativas para a evolução do número de reprodução efetivo em Maringá. A seção Número de reprodução efetivo, em nossa página sobre Modelos Epidêmicos, detalha o modelo utilizado para realizar as estimativas. Esse modelo tenta incorporar o número de testes disponíveis e o atraso na notificação dos casos de COVID-19 em Maringá. Além disso, a cada dia, atualizamos a curva de evolução do número de reprodução como um todo.

O número de reprodução deve ser interpretado em conjunto com outras medidas como o número absoluto de casos, tal qual orienta o site rt.live. No exemplo exposto no site, dois estados americanos com números de reprodução diferentes são comparados em uma situação hipotética. Supõe-se que um dos estados apresenta 1000 novos casos diários e um valor $\mathcal{R}_{ef}(t)=1$ do número de reprodução efetivo. Enquanto isso, outro estado apresenta 10 casos diários e $\mathcal{R}_{ef}(t)=1{,}1$. Nessa situação, apesar de o segundo estado apresentar um número de reprodução mais elevado, é o primeiro que está em pior situação. O pior de todos os casos é aquele em que o número de reprodução e o número de casos são ambos elevados.

Número de reprodução instantâneo no tempo

A figura abaixo mostra nossas estimativas para a evolução do número de reprodução instantâneo em Maringá. A seção Número de reprodução instantâneo, em nossa página sobre Modelos Epidêmicos, detalha o modelo utilizado para realizar as estimativas. Ao contrário do número de reprodução efetivo, essa medida prioriza o período mais recente da epidemia, pois considera apenas os últimos sete dias. Dessa forma, usando esses dois indicadores em conjunto, podemos ter um melhor panorama da situação atual da epidemia em Maringá.

O número de reprodução deve ser interpretado em conjunto com outras medidas como o número absoluto de casos, tal qual orienta o site rt.live. No exemplo exposto no site, dois estados americanos com números de reprodução diferentes são comparados em uma situação hipotética. Supõe-se que um dos estados apresenta 1000 novos casos diários e um valor $\mathcal{R}_{ef}(t)=1$ do número de reprodução efetivo. Enquanto isso, outro estado apresenta 10 casos diários e $\mathcal{R}_{ef}(t)=1{,}1$. Nessa situação, apesar de o segundo estado apresentar um número de reprodução mais elevado, é o primeiro que está em pior situação. O pior de todos os casos é aquele em que o número de reprodução e o número de casos são ambos elevados.

Tempo de dobra ou duplicação no tempo

A figura abaixo mostra uma estimativa do tempo de dobra ou tempo de duplicação do número de casos ao longo do tempo. Supondo um crescimento exponencial, o tempo de dobra indica o tempo necessário para que o número de casos dobre. Conforme discutido em uma seção dedicada ao Modelo exponencial (veja nossa página sobre Modelos Epidêmicos), o crescimento exponencial é uma característica que marca o início de uma epidemia. A estimativa do tempo de dobra em função do tempo é um indicativo do quão rápido o número de casos está variando: quanto menor o valor do tempo de dobra, mais rapidamente o número de casos aumenta no tempo.

É importante novamente observar que as estimativas para o tempo de dobra podem sofrer de vieses relacionados à quantidade limitada de testes disponíveis para detectar a presença do vírus em pessoas suspeitas.

Incidência por faixa etária e gênero

A figura abaixo mostra a incidência de COVID-19 por mil habitantes para cada faixa etária em Maringá. Os dados referentes à faixa etária e gênero dos casos confirmados foram obtidos dos boletins diários disponibilizados pela Secretaria de Saúde de Maringá a partir do dia 01/05/2020. Além disso, os dados demográficos populacionais de Maringá utilizados para calcular a incidência por faixa etária e gênero foram retirados do último censo demográfico realizado pelo IBGE no ano de 2010.

Comparação com outras cidades

Além das tentativas de modelagem da epidemia de COVID-19, uma outra possibilidade para avaliar a evolução da doença em nossa cidade passa por comparar os dados atuais da epidemia em Maringá com os dados (passados ou presentes) de outras cidades de tamanho semelhante no Brasil e no mundo. De fato, investigações muito recentes apontam que o tamanho (população) de uma cidade pode afetar a maneira como a COVID-19 se propaga, possivelmente devido ao fato de o número de conexões entre pessoas aumentar com o tamanho da cidade [1].

Número de casos acumulados

Na figura abaixo, mostramos o número de casos acumulados em Maringá e a mesma quantidade para diferentes cidades que podem ser selecionadas.

A primeira dessas cidades é Bologna (388 mil habitantes) na Itália. Nesse caso, notamos que o perfil de evolução da COVID-19 em Maringá é muito diferente do observado para Bologna. Uma diferença marcante ocorre nos primeiros dias após o surgimento do primeiro caso. Esse número passou de 2 para 41 nos seis primeiros dias (após o registro do primeiro caso) de epidemia em Bologna. Nesse mesmo período, o número de casos em Maringá aumentou de 1 para 4 casos. Esse comportamento indica que as duas cidades devem ter tomado decisões muito distintas após o surgimento do primeiro caso. De fato, a Itália apresentou o primeiro caso da doença em 20/02, porém, entrou em lockdown apenas no dia 09/03. A cidade de Bologna já registrava 80 casos de COVID-19 no dia 09/03 - nove dias após o primeiro caso no município - de modo que as ações dos governantes da Itália podem ter sido tomadas muito tardiamente.

Número de mortes acumuladas

Decidimos também comparar o número de mortes associadas à COVID-19 em Maringá com o reportado em outras cidades (as mesmas do gráfico anterior, com a exceção de Bologna).

Referências

[1] A. J. Stier, M. G. Berman, L. M. A. Bettencourt, COVID-19 attack rate increases with city size. arXiv: 2003.10376 (2020).

Outros Recursos

COVID-19 no Paraná

Essa postagem apresenta uma visão geral da evolução dos números da COVID-19 no estado do Paraná.

Modelos Epidêmicos

Essa postagem apresenta descrições de alguns modelos epidêmicos utilizados para estudar o comportamento da pandemia de COVID-19.